O seu nome era Damiana, dizem que nascida numa terra de terra, mistério e profundidade, Actual México (...)
O Fim da tarde foi a altura mais longa, aproveitada entre segundos, com uma intensidade calma, profunda, própria de quem espera e gera um bébé num estado mais frágil, talvez. Ela sentia bem os limites e percebeu que podia trabalhar dentro deles.
Foi um longo mês cuidando da menina que nasceu de si, faziam já três anos.
Ela era ainda muito jovem, as mulheres têm essa capacidade de gerar vida dentro de si desde muito cedo, e carregava essa benção, seu filho, vivia o estado de graça pela segunda vez.
Tudo era diferente agora.
A primeira filha veio no meio de uma vida selvagem, um pouco mais nómada, de raízes no ar. Este menino vem nascer numa terra que lhes pertence e no meio da calma que isso traz.
Esse mês foi bastante exigente, mas com muita calma e confiança chegou a bom porto. Nessa tarde chegou o pai dos seus filhos. Estavam bastante distantes mas continuavam, cada um na sua forma, empenhados na construção de um abrigo seguro para as crianças. Ela aproveitou o fim de tarde pacífico, em que o pai tomava conta das crianças e se faziam companhia, para se entregar a si no silêncio de um fim de tarde,
Trabalhou como já nao fazia À muito tempo e os resultados foram fantásticos. Cuidou das plantas que lhes davam de comer. Elas já estavam a precisar de ar, luz, espaço e também um pouco de água fresca nas raízes. Ainda muito trabalho ficou por fazer, mas um grande passo tinha já sido dado para que a horta se compusesse em organização, harmonia e limpeza. Recolheu os regadores e os ancinhos espalhados, colheu pequenos tubérculos e caminhou para casa de passada relaxada, calma na frescura de um sol de verão já posto.
Esses próximos dias não estaria sozinha nem encarregue de todas as responsabilidades próprias de quem cuida de uma criança pequena e da preparação do abrigo para o Inverno.
Junto de sua casa existia um local que era uma dádiva da natureza. O agradecimento que sentia por aquele local jorrar água bem quente em quase todas as noites que ela sentia necessidade vai além das palavras. Esse agradecimento encontrava-se na forma como se banhava e aproveitava cada jorro de água.
Era uma gruta, mais pequena que o quarto onde dormia, jorrava água da sua parede, uma água quente e limpa que se juntava num depressão, uma bacia do tamanho de um charco, no chão de pedra. Às vezes, ao fim de um longo dia na terra e nos trabalhos de arranjos dos necessários para viver no abrigo, da limpeza e organizações, ela entregava-se naquela oferenda que só quem vive pode entender. Da profundidade até às pontas do cabelo ou da aura, era assim que ela parecia sentir aquela sensação.
Nesse dia, no fim de se ter banhado e limpado continuou a tecer uma manta com cores terra.
Mais que tudo quero ter pé bem firme em leve dança Com todo o saber de adulto todo o brincar de criança
sábado, 18 de julho de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
A VIDA para mim
Este ano começou com uma promessa.
Este ano começou para mim no dia do meu aniversário.
Nesse dia completei mais uma volta ao Sol na Nave. 25.
Posso ser sincera, e de um lugar honesto senti-me nesse dia uma anciã, um anciã. Senti-me inesperada.
Para mim este é um episódio que merece ser contado pois é carregado de significado.
O dia começou na noite, um noite de Lua cheia precisamente na viragem do dia, aos seus primeiros 10 minutos. Levantei-me e saí para a rua e fui sentar-me num banco do jardim. Foi aí que começou o dialogo mais inesperado da minha vida, iniciei uma conversa com o céu, o desconhecido, as estrelas, o ar, comecei a sentir-me a participar de uma conversa, cheguei a pedir uma prova para essa sensação e depois vi o prepotente isso pode ser e deixei fluir. A conversa teve o seu Cume no momento em que após ter recordado a minha vida me apercebi a sorte que tinha e como a vida tinha sido tão, mas tão minha amiga, que me derramei em gratidão, como um choro que vem de dentro, do centro. O sentimento foi puro e cristalino, é grandioso.
Então sentei-me e não passou muito tempo apareceu o rapaz, homem que tem sido o meu companheiro de batalhas e tempos livres dos últimos anos. Veio Felicitar-me.
Sentou-se ao meu lado e poucos segundos ou minutos depois ela apareceu.
Uma Coruja majestosa veio a cortar o céu da noite e pousou na nossa frente, em cima de um pilar e dançou com as asas no que me pareceu mais que uma eternidade, porque ela tinha notado a nossa presença e permaneceu em dança.
Partiu num voo cortante e largo e eliptico e foi.... e nós...
Nessa noite dormi.
Da manha já não me recordo. À sim, lembrei-me. Acordei muito tarde, lá pelas 10 horas. Tarde porque tinha marcado um almoço em familia... em que eu cozinhava. Como foi marcado para as 12 horas é claro que quando a familia chegou tudo estava por fazer e eu estava um bocado aflita com algumas reações. Depois pensei "Bem hoje tenho de desfrutar, já não posso fazer nada enquanto ao almoço, posso apenas estar feliz. Correu bem dentro dos campos energeticos presentes e as disposições.
Para mim o Almoço foi carregado de Simbolismo.
A Familia que me veio visitar eram as Mulheres.
A Avó, a Mãe e as duas irmãs uma de cada lado... Eu e a minha Filha.
Surgiu-me uma imagem muito forte que a mim, noutros contextos, me causava desconforte. A Cruz.
Vi a nossa presença como uma Cruz Vertical. Em cima a Mulher, minha avó, depois a minha mãe que veio da barriga da minha avó. Eu vim da barriga dela e a Miriam da minha barriga nasceu. Formamos um feixe vertical. Depois em cada um dos meus lados atraveś de pontes estavam as minhas irmãs. Uma de Sangue e outra de Vida. O nosso canal eram cada um dos meus braços abertos e a partir delas outros Feixes Verticais ganhavam vida.
A tarde foi tranquila.. Se me consegui tranquilizar com a minha família então com os meus amigos até tirei um tempo para ir passear. Fui A`Capela com a minha filha, que fica no topo do monte.
Há muito tempo que nao tinha amigos, irmãos e companheiros de vida, reunidos do dia que me foi entregue a mim.
Foi maravilhoso, senti-me feliz e reconhecida por todo o trabalho interno. Ele estava a dar frutos.
As pessoas presentes eram tão inesperadas e de quem sentia um grande carinho. Ter merecido uma noite assim era algo que não estava sequer nas minhas expectativas.
À mesa eramos 13 e foi lindo e foi bom :)
Gente que veio de muito longe para estar apenas um serão, nem sabia e nem sei o que sentir.
Assim foi um dia cheio de dinâmicas e agradecimentos, aprendizagens, dádivas (pois foi é que ainda por cima recebi presentinhos de todo o mundo, coisas lindas marailhosas e carregadas de intenção)
O Poema que escrevi mais tarde, numa tarde, inspirado neste inicio de ano dizia "Este ano vem com a benção da Abundância tão rico foi o balanço"
Esse poema foi escrito depois de uma caminhada de algumas horas partilhada por muitas Mulheres até um dos picos da Serra do Gerês, a subida ao olimpo. Estava nas terras onde mora minha casa a um fim de tarde tranquilo depois de trabalhar graciosamente com a Terra.
" Senta-te e Centra-te
Compenetrada tocando a terra
cuidando da planta
ouve o som e olha o céu
a gaivota voa no fim da tarde.
Acaricia o gato, brinca com a cadela negra
Ouve o que parece ser uma Orquestra de Pássaros
Este ano vem com a bênção da Abundância
tão rico foi o balanço
Então ela sente a força da criação
para o novo
para o fazer "
por Elisa
em "Histórias de uma menina e de uma Mulher"
Este ano começou para mim no dia do meu aniversário.
Nesse dia completei mais uma volta ao Sol na Nave. 25.
Posso ser sincera, e de um lugar honesto senti-me nesse dia uma anciã, um anciã. Senti-me inesperada.
Para mim este é um episódio que merece ser contado pois é carregado de significado.
O dia começou na noite, um noite de Lua cheia precisamente na viragem do dia, aos seus primeiros 10 minutos. Levantei-me e saí para a rua e fui sentar-me num banco do jardim. Foi aí que começou o dialogo mais inesperado da minha vida, iniciei uma conversa com o céu, o desconhecido, as estrelas, o ar, comecei a sentir-me a participar de uma conversa, cheguei a pedir uma prova para essa sensação e depois vi o prepotente isso pode ser e deixei fluir. A conversa teve o seu Cume no momento em que após ter recordado a minha vida me apercebi a sorte que tinha e como a vida tinha sido tão, mas tão minha amiga, que me derramei em gratidão, como um choro que vem de dentro, do centro. O sentimento foi puro e cristalino, é grandioso.
Então sentei-me e não passou muito tempo apareceu o rapaz, homem que tem sido o meu companheiro de batalhas e tempos livres dos últimos anos. Veio Felicitar-me.
Sentou-se ao meu lado e poucos segundos ou minutos depois ela apareceu.
Uma Coruja majestosa veio a cortar o céu da noite e pousou na nossa frente, em cima de um pilar e dançou com as asas no que me pareceu mais que uma eternidade, porque ela tinha notado a nossa presença e permaneceu em dança.
Partiu num voo cortante e largo e eliptico e foi.... e nós...
Nessa noite dormi.
Da manha já não me recordo. À sim, lembrei-me. Acordei muito tarde, lá pelas 10 horas. Tarde porque tinha marcado um almoço em familia... em que eu cozinhava. Como foi marcado para as 12 horas é claro que quando a familia chegou tudo estava por fazer e eu estava um bocado aflita com algumas reações. Depois pensei "Bem hoje tenho de desfrutar, já não posso fazer nada enquanto ao almoço, posso apenas estar feliz. Correu bem dentro dos campos energeticos presentes e as disposições.
Para mim o Almoço foi carregado de Simbolismo.
A Familia que me veio visitar eram as Mulheres.
A Avó, a Mãe e as duas irmãs uma de cada lado... Eu e a minha Filha.
Surgiu-me uma imagem muito forte que a mim, noutros contextos, me causava desconforte. A Cruz.
Vi a nossa presença como uma Cruz Vertical. Em cima a Mulher, minha avó, depois a minha mãe que veio da barriga da minha avó. Eu vim da barriga dela e a Miriam da minha barriga nasceu. Formamos um feixe vertical. Depois em cada um dos meus lados atraveś de pontes estavam as minhas irmãs. Uma de Sangue e outra de Vida. O nosso canal eram cada um dos meus braços abertos e a partir delas outros Feixes Verticais ganhavam vida.
A tarde foi tranquila.. Se me consegui tranquilizar com a minha família então com os meus amigos até tirei um tempo para ir passear. Fui A`Capela com a minha filha, que fica no topo do monte.
Há muito tempo que nao tinha amigos, irmãos e companheiros de vida, reunidos do dia que me foi entregue a mim.
Foi maravilhoso, senti-me feliz e reconhecida por todo o trabalho interno. Ele estava a dar frutos.
As pessoas presentes eram tão inesperadas e de quem sentia um grande carinho. Ter merecido uma noite assim era algo que não estava sequer nas minhas expectativas.
À mesa eramos 13 e foi lindo e foi bom :)
Gente que veio de muito longe para estar apenas um serão, nem sabia e nem sei o que sentir.
Assim foi um dia cheio de dinâmicas e agradecimentos, aprendizagens, dádivas (pois foi é que ainda por cima recebi presentinhos de todo o mundo, coisas lindas marailhosas e carregadas de intenção)
O Poema que escrevi mais tarde, numa tarde, inspirado neste inicio de ano dizia "Este ano vem com a benção da Abundância tão rico foi o balanço"
Esse poema foi escrito depois de uma caminhada de algumas horas partilhada por muitas Mulheres até um dos picos da Serra do Gerês, a subida ao olimpo. Estava nas terras onde mora minha casa a um fim de tarde tranquilo depois de trabalhar graciosamente com a Terra.
" Senta-te e Centra-te
Compenetrada tocando a terra
cuidando da planta
ouve o som e olha o céu
a gaivota voa no fim da tarde.
Acaricia o gato, brinca com a cadela negra
Ouve o que parece ser uma Orquestra de Pássaros
Este ano vem com a bênção da Abundância
tão rico foi o balanço
Então ela sente a força da criação
para o novo
para o fazer "
por Elisa
em "Histórias de uma menina e de uma Mulher"
sábado, 4 de julho de 2015
Memento
Não se pode mudar as ações do Passado Pode-se aprender, pode-se olhá-lo com Compaixão por nós mesmos ou pelos outros. Compaixão é uma energia elevado que junto com a Compreensão das nossas próprias limitações do momento ou nossas escolhas, permite uma melhor aprendizagem. O Essencial é a aprendizagem e a humildade.
Não creio que o tenha aprendido na escola, principalmente a humildade.
A escola está centrada na aquisição de informações e conteúdo intelectual. Pode ser diferente. Os Professores são humanos com um pouco mais de experiência no relacionamento entre pessoas. Ás vezes passam esta experiência, mas fugazmente, pois estão centrados na sua tarefa de passar os conhecimentos que vêm no livro. Uns mais que outros.
Não sei o que mo leva a escrever aqui, talvez esta vontade de falar como outro ou com o desconhecido tem a capacidade de espelhar respostas.
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